Introdução
Todos os anos, imobiliárias precisam entregar a Dimob, Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias. Entretanto, até mesmo empresas experientes podem enfrentar dúvidas, retrabalho e, em alguns casos, multas por inconsistências ou atrasos na declaração.
A Dimob exige organização financeira, controle de contratos e precisão nos dados cadastrais de proprietários e inquilinos. Quando essas informações não estão estruturadas ao longo do ano, erros podem surgir: não por má-fé, mas por falhas operacionais como cadastros incompletos, divergência de valores e controles descentralizados, feitos em planilhas paralelas.
Neste artigo, vamos mostrar os principais erros que imobiliárias cometem ao declarar a Dimob e como evitá-los para garantir uma entrega segura, organizada e sem surpresas desagradáveis. Boa leitura!
Principais erros cometidos pelas imobiliárias ao enviar a Dimob
Na prática, os erros mais comuns nesta declaração geralmente estão ligados a falhas de controle financeiro, cadastro incompleto ou falta de planejamento.
Abaixo, reunimos os principais erros, sobretudo os que mais geram problemas para as imobiliárias.
1. Informar valores divergentes dos realmente recebidos
Esse é um dos erros mais frequentes. Muitas vezes, os valores declarados não batem com o que foi efetivamente movimentado ao longo do ano.
Isso pode acontecer por:
- Confusão entre valor bruto do aluguel e valor repassado ao proprietário;
- Desconsiderar descontos, taxas ou inadimplência;
- Falta de conciliação financeira mensal.
Sem uma rotina de conferência entre contratos, extratos e repasses, as inconsistências aparecem quando a Receita Federal cruza essas informações com o Imposto de Renda dos proprietários.
2. Informar dados incorretos de proprietários ou inquilinos
Outro erro recorrente é declarar informações cadastrais incorretas ou desatualizadas.
Os problemas mais comuns incluem:
- CPF ou CNPJ digitados incorretamente;
- Dados desatualizados de proprietários;
- Cadastro incompleto de inquilinos;
- Falta de padronização na coleta de documentos.
Um único número errado pode gerar divergência no cruzamento de dados.
3. Omitir contratos ou operações realizadas no ano-calendário
Em meio à rotina intensa da imobiliária, alguns contratos podem acabar ficando de fora da declaração.
Isso acontece principalmente quando:
- Houve troca de sistema no meio do ano;
- Contratos foram encerrados e não considerados no fechamento;
- A empresa não tem controle consolidado de todas as unidades administradas.
A omissão, mesmo que involuntária, pode gerar penalidades e necessidade de retificação.
4. Informar incorretamente comissões e taxas de administração
A separação entre o que é receita da imobiliária e o que é repasse ao proprietário precisa estar muito clara.
Os erros mais comuns incluem:
- Falta de padronização nos lançamentos financeiros;
- Confusão entre taxa de administração e outros serviços cobrados;
- Erros na separação entre receita própria e valores de terceiros.
Quando esses dados não estão organizados, a empresa pode acabar declarando valores incorretos, o que impacta tanto a Dimob quanto sua própria contabilidade.
5. Perder o prazo de entrega
Por fim, perder o prazo de entrega da Dimob é um dos erros mais frequentes.
Geralmente isso se dá devido à falta de planejamento, deixando para organizar tudo próximo ao prazo final, e levando a:
- Correria para consolidar informações;
- Maior chance de erro no preenchimento de dados;
- Envio de informações com inconsistências;
- Multa por atraso na entrega.
Vamos falar um pouco mais das consequências em seguida.
Quais são as consequências de erros ao declarar a Dimob?
Além da multa por atraso na entrega, imobiliárias podem precisar retificar a declaração, sofrer questionamentos fiscais e ainda lidar com penalidades por omissão ou inconsistência de informações.
Adicionalmente, esses erros podem também gerar desgaste com proprietários e contadores, comprometendo a imagem de organização e profissionalismo da imobiliária.
Por isso, o envio da DiMob deve ser tratado não só como uma obrigação legal, mas também como parte estratégica da gestão financeira e operacional da empresa.
Por que imobiliárias cometem erros ao declarar a Dimob?
Na maioria dos casos, os erros na Dimob não acontecem por falta de responsabilidade, mas por falhas estruturais na operação da imobiliária.
A declaração exige um volume significativo de informações e, quando a empresa não tem processos bem definidos, as inconsistências aparecem.
Para começar a Dimob exige o cruzamento de diferentes tipos de dados, como valores recebidos e repassados, comissões, taxas de administração, dados de proprietários e inquilinos, dentre outras informações.
Na declaração, é necessário garantir que todos esses dados estejam corretos, coerentes entre si e alinhados com o que foi efetivamente movimentado no período.
Pequenos erros, como confundir valor bruto com valor líquido, já podem gerar divergências no cruzamento com o Imposto de Renda dos envolvidos.
Adicionalmente, um dos maiores problemas é deixar a organização para o momento da entrega.
Quando a imobiliária não mantém uma rotina de conciliação financeira e atualização cadastral ao longo do ano, o envio da Dimob se transforma em um processo de reconstrução de informações.
Por exemplo, contratos encerrados, reajustes não registrados corretamente, trocas de inquilino e alterações cadastrais são situações comuns na rotina imobiliária. Se esses dados não estiverem organizados de forma contínua, a chance de omissão ou erro aumenta significativamente.
Por fim, a dependência de controles manuais é uma das principais causadoras de erros na declaração da Dimob. Planilhas paralelas, controles descentralizados e lançamentos manuais são os grandes vilões da consistência fiscal.
Quanto mais etapas dependem de gestão manual, maior é o risco de lançamento incorreto de valores e duplicação de dados, bem como do envio de informações desatualizadas.
Além disso, quando as informações estão espalhadas em diferentes arquivos e sistemas, a consolidação final se torna mais trabalhosa e mais suscetível a falhas.
Conclusão
Evitar erros na Dimob depende sim de atenção no momento do envio, mas também está ligado à organização da operação ao longo do ano.
Quando existe organização financeira contínua, com conciliações regulares e controle claro de repasses e comissões, a Dimob passa a ser apenas uma consolidação de informações que já estão estruturadas. Da mesma forma, a padronização de processos reduz drasticamente o risco de inconsistências.
Para garantir o cadastro completo de proprietários e inquilinos, a separação correta entre receita da imobiliária e valores de terceiros e a criação de regras claras para lançamentos financeiros, o uso de tecnologias para gestão imobiliária faz toda a diferença.
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